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Achintya

Porque há coisas que não se explicam, sentem-se intensamente

Porque há coisas que não se explicam, sentem-se intensamente

Achintya

28
Fev19

O nosso pinheiro manso...

kamini

Descíamos de mão dada. Ela, com uma cesta na outra mão. A rua continuava, agora, em terra batida. Entrávamos pelo caminho do pinhal. Acelerava o passo, ansiosa por chegar ao grande pinheiro manso. A sombra daquela copa majestosa, era o local preferido para os picnics. A minha avó tirava do cesto, uma pequena manta, a toalha e o nosso lanche. Enquanto eu corria feliz, aquele era o meu pinhal, o meu pinheiro manso! Quando havia pinhões, apanhava-os.  Aprendi a parti-los, ali mesmo, com a ajuda de uma pedra. Quando não queria mais, juntava-os num saquinho de pano e levava-os para partir depois. Estes lanches, debaixo do meu pinheiro manso, guardo-os em sabor e memórias felizes da minha infância. Em dias como hoje, sem pinhões, em que a minha avó sentia que eu estava aborrecida...lá íamos nós, àquele lugar tão nosso, cúmplices e felizes lanchar...

Um lanche normal, tornava-se especial! 

07
Dez18

O Natal...e as crianças...

kamini

As melhores recordações do Natal são, sem dúvida, as de quando era criança. Hoje, são  as que vivemos com crianças....

Lembro-me tão bem dos Natais de casa cheia, a casa era pequena, mas adorava repartir o colchão no chão da sala com a minha prima.

Dias antes, já vivíamos uma excitação inexplicável. Reunir a família... saber quem vinha!  

Começava a caça aos presentes. Eu procurava pela casa qualquer embrulho suspeito! Numa véspera de Natal, entre a confusão que se vivia na cozinha, encontrei a minha primeira bicicleta escondida atrás da porta do quarto da avó. Claro que não consegui disfarçar a minha alegria....tentei mas não consegui...

Aquele cheirinho a doces tradicionais, juntando o pão de ló e arroz doce da minha avó, tudo tinha outro cheiro...outro sabor...deveria ser o cheiro da inocência...um cheiro que hoje, com as mesmas receitas, não cheira nem sabe igual...

Tínhamos como tradição meter um sapato por baixo da chaminé...aguardávamos impacientes à mesa...corríamos para a chaminé, após o barulho característico de uma suposta visita relâmpago do Menino Jesus (não era o pai natal!!!). Vivíamos o verdadeiro espírito natalício e ficávamos felizes com pouco!

Amanhã, é o dia de abrir a porta ao Natal, cá em casa...a pedido das crianças grandes!

Confesso que estou curiosa para ver a reação da pequena...

Volta a ação...e a magia ( os enfeites desaparecem da árvore)!

Vai ser uma aventura manter a árvore e o presépio.

 

 

 

23
Nov18

Fica comigo...

kamini

Estava a adormecer a pequena. Aquela mãozinha linda...a agarrar-me. A dizer-me para ficar!

Fez-me recordar...quando eu não queria dormir a sesta. Acabava por ceder, com a condição da minha avózinha ficar comigo. 

Ficas comigo avó. Mas não vais embora. Está bem? 

Agarrava-me a ela, que nem um carrapato! Até o sono levar a melhor.

Obrigada querida avó! Por toda a paciência...por tanto amor! Por, apesar de já cá não estares, me encheres os dias de tão boas recordações!

27
Dez17

Mesa posta até aos Reis

kamini

Recordo, desde criança, a tradição de deixar a mesa posta do Natal aos Reis. Hoje, ainda tento manter essa tradição.  Deixo os frutos secos, as bebidas e os doces de Natal, num pequeno aparador...à disposição de quem aparece! A minha avozinha dizia que, os anjinhos, apareciam durante a noite e se serviam...

Aqui em casa, por via das dúvidas, acabando os doces de natal, permanecem os frutos secos e as bebidas...até aos Reis!

 

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