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Achintya

Porque há coisas que não se explicam, sentem-se intensamente

Porque há coisas que não se explicam, sentem-se intensamente

Achintya

25
Set19

Ainda não se conformou...nem eu!

kamini

Noites difíceis...

Agora, também, manhãs difíceis...

Toda a semana a recusar o pequeno almoço. Ofereço o que mais gosta...mas não! Nada! Nem uma gota de água!

 Deve pensar "Já que me vais lá deixar. Que te pese na consciência abandonar a tua filha. Ainda por cima, cheia de fome!" 

Vai para a creche em modo "greve de fome". Fica a chorar, sempre! Eu venho um caco, sempre!

Lá, come!

Dizem que, esta semana, tem estado mais tristinha. Ainda não se conformou...nem eu!

Quando a vou buscar, volta a alegria!

24
Jun19

"Toma lá uma beijoca e cala-te!"

kamini

"Anda, deita aqui ao pé da mãe!"

Era um levanta e deita, há dias assim! Muita volta até adormecer...

A paciência começa a faltar, neste adormecer difícil e irrequieto.

Ralho com ela "Ai a menina, levas tau tau!

Nisto, voltou ao pé de mim e deu-me o beijo mais doce e inesperado! O primeiro em que encostou aquela doçura de boquinha na minha face! 

A espertinha, arranjou, assim, maneira de me derreter toda...e conseguiu que tivesse paciência para mais um bocadinho de "luta"que me soube a mel!

Foi só mesmo para me calar...ainda não voltou a dar beijos, só manda beijinhos!

"Toma lá uma beijoca e cala-te!"

21
Jun19

Se o aperto crescer...nada me vai impedir de dizer Não!

kamini

Chegou aquela altura do ano ... vai para a creche em setembro?

No ano passado ligaram da creche, a miúda tinha vaga. Fomos até lá, para tratar da papelada. Eu, estava pouco convicta...A meio da reunião com a educadora, pedi desculpa e disse que ainda não era a hora. Mal o fiz, o aperto que estava a sentir no peito, começou a desaparecer!

Nenhuma de nós estava preparada!

Passado um ano, aqui estamos nós...

Recebemos o telefonema. Fomos até lá...e tratámos de tudo! Ela, no início, desviava o olhar da educadora. Fizemos uma visita pelas instalações. Quando viemos embora, já andava de mão dada com ela e não parecia nada contrariada, estava a gostar! Não estávamos a contar com isso, espero que seja um bom presságio! É provável que seja apenas do fator "novidade".

Ainda temos algum tempo para nos preparar. Irá ser uma entrada progressiva, conforme a adaptação. Sinto um pequeno aperto no coração, a nível social sei que é importante...está muito mimada, é só mãe! Mas, por motivos de saúde, sempre foi muito protegida contra tudo que são vírus e bactérias...Agora será o que Deus quiser! Já meteu na boca uns frutos de brincar bem "manipulados"! Agora é rezar para que as "digestões" sejam saudáveis!

Sei perfeitamente que algum dia tem que passar por esta fase, apanhar o que tiver que apanhar! Perceber que o mundo é muito mais  que a família cá de casa, mas quero que saiba que estou aqui! Estamos aqui!

Pronto, já estou a chorar! Nem pareço mãe de terceira viagem...

Ainda há muitos "SE´S", mas de um tenho a certeza ...Se o aperto crescer...nada me vai impedir de dizer Não!

 

28
Mar19

...minha pitosguinha!

kamini

Não queria acreditar, mas talvez ajude a explicar algumas coisas...

Sempre a cair, a bater com a cabeça, sem confiança para andar sózinha...

Fui com a pequena a uma consulta de oftalmologia...supostamente para avaliar a evolução em relação ao ano anterior. Tinha percebido que havia alguma coisa, mas a médica tinha dado a entender que ainda era cedo para tirar conclusões. Com a idade melhorava. Nada de preocupante...

Só que não...Não melhorou nada! Vim de lá incrédula. Se imaginasse, nunca teria esperado um ano...

Foi um exame difícil de realizar, entre gritos, choro e pontapés. A pequena e eu, estávamos KO.

Eu estava imensamente triste e preocupada. Óculos tão graduados, nesta idade, a adaptação. A culpa de não ter feito nada, ter confiado na médica. Por outro lado, questionava-me, será que isto ainda atrasou mais o desenvolvimento da miúda? É muito provável.

Tenho que aceitar o que é...e acreditar que agora tudo vai melhorar!

Mais um desafio... minha pitosguinha! 

18
Fev19

Dia difícil...

kamini

Hoje é  um dia difícil ...Não, não estou a falar do período menstrual.

São aqueles dias, cinzentos ou solarengos, em que nos sentimos engadanhados.  Em que o nosso espírito até faz um esforço para ser proativo. O nosso corpo recusa-se a responder como gostaríamos. Insiste em  ignorar as tentativas de estímulo e apenas reage lenta e desordenadamente... retirando qualquer réstia de vontade de fazer seja o que for!

Mas temos que persistir...mesmo a sentir o bloqueio em cada momento. Lutando ... até ele perceber que não vamos desistir!?

Este, é um dia difícil!

13
Fev19

Sabe-me tão bem!

kamini

Nos dias solarengos de inverno, em que o frio vence o calor do sol...

Gosto de estar do lado de dentro, com as cortinas abertas. Deixar o calor do sol, passar através da vidraça e sentir o seu conforto. Basta uns minutos. Conforta-me o corpo e a alma.

Quando tenho um bocadinho, lá vou eu...

Junto à janela, fecho os olhos, sinto o sol a iluminar-me! Sabe-me tão bem!

Respiro fundo, sinto-me revigorada. Animada e pronta para mais um dia!

11
Fev19

Um Ladrar...que mete respeito!

kamini

Já tinha anoitecido. O Marido, ainda andava lá fora!

Cá dentro, ouviu-se um ladrar. Daqueles que mete respeito...

É lá, está lá fora um cão grande.

Ouvi o Homem falar para o animal e corri para a porta, queria ver que cão era!

A filha crescida veio atrás de mim, também adora animais. O mais velho, segui-nos até à porta. Disse-me. Não abras a porta! Olhamos uma para a outra a rir. Disse-mos-lhe para não ter medo, que o cão não estava à entrada da porta. Ele disse que não estava com medo. Que só não queria que assustássemos o bicho! Foi uma boa desculpa...

Disse-lhe para tomar conta da pequena e saímos para ver o cão. Era enorme! Lindo! Estava um pouco assustado, tinha coleira e estava bem tratado. Parecia ter fugido. Tentámos orienta-lo de volta a casa. Visitou-nos e acabou por seguir caminho.

Voltei mais tarde à rua, para ver se ainda andaria por ali perdido. A filha queria adota-lo, o filho queria-o longe. Não havia sinais dele. Dizem que sabem voltar a casa, espero que a tenha encontrado e esteja em segurança.

 

04
Fev19

A Helena fez-me abrandar...

kamini

Sexta-feira passada.

Eu queria dormir, ainda era cedo ...a Helena parecia querer rebentar com  o céu!

Pedi que não acordasse a pequena.

Levantei-me...ela acalmou !

Tomei o pequeno almoço. Fui por roupa a lavar.

Queria limpar a casa, mas não ia fazer barulho com o aspirador até a menina acordar. A Helena, agora, queria tirar o pó às persianas e janelas! Tal era a chuva e vento, fortes!

A miúda acordou...dei-lhe o pequeno almoço ...e fui fazer pão. Começa a Luz a ir abaixo...e a voltar!

Fui buscar o aspirador...a miúda entretida  a ouvir música.

Entretanto a luz falta ...e não há meio de voltar!

Tudo em pausa.

O meu fogão é elétrico ...a hora de almoço a chegar...valeu-me a botija de camping !

 Adormeci a piolha...

O pão estava levedo ... e eu sem poder ligar o forno. Tirei o ar à  massa...umas 3 vezes! Tendi-o ...e só faltava rezar...para voltar a Luz !

Apanhei roupa e  estendi outra. Pelo menos nisso, o vento é  um bom amigo.

Antes do lanche,  a Helena acalmou...e a Luz voltou. 

Voltou também a rotina. O pão foi para o forno...e ficou maravilhoso!

A limpeza da casa, foi adiada para o dia seguinte. A Helena fez-me abrandar...

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

31
Jan19

Eu já tive aquela atitude...

kamini

Acordei e deixei-me ficar num estado de preguicite aguada...à espera que a pequena desse sinais de acordar. Fui sobressaltada, por gritos desesperados vindos da rua. Aflita, lembrei-me que estava a chover e recordei o dia em que a minha filha escorregou e caiu na rampa. Mas o som parecia vir da estrada, mais receosa fiquei! Receosa com o que pudesse ver, abri a persiana da varanda do meu quarto. Vi um carro encostado, com a porta de trás aberta, uma mulher e uma menina de 3 ou 4 anos. A menina chorava desesperadamente. A mãe dizia-lhe que se não se calasse, a deixava ali na berma da estrada! Não há como uma boa birra matinal, para por uma mãe desesperada. Eu, aliviada por não ser nenhuma tragédia, sorri! Dei meia volta, a pensar que também eu já tive aquela atitude ! Sim, há anos, cheguei a encostar o carro e fazer esta ameaça! No meu caso até resultou, julguem-me lá agora...

 

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