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Achintya

Porque há coisas que não se explicam, sentem-se intensamente

Porque há coisas que não se explicam, sentem-se intensamente

Achintya

31
Mai18

O primeiro encontro...

kamini

 O dia chegou. A barriga não a deixava relaxar...aquele nervoso miudinho provocava-lhe cólicas. Calma, isto não é nada. Assim não chegas à tarde! Dizia a si própria. Ele apareceu, à hora do almoço, a confirmar mais uma vez. Vou estar aqui à tua espera. Disse-lhe.

Subiu para a mota, a tremer...sem saber para onde ia.  Tinha ideia dos riscos. Não se deixou intimidar. Tremia, mas não era o medo que a comandava, era a adrenalina! Sabia apenas que queria ir...rumo ao desconhecido.

Pararam num centro comercial. Ela, ainda lívida, desmontou desajeitadamente. Era tudo novo, deslumbrante, assustador, desafiante.  Ele ajudou-a a tirar o capacete, sentiu-se corar...o sangue voltou a circular a alta velocidade. Agora que estava parada e tão próxima dele.

Anda, vamos lanchar! Disse-lhe ele. Caminharam lado a lado, até ao último piso. Entraram na melhor pastelaria da cidade e procuraram uma mesa. Alguns momentos de um silêncio constrangedor, receio de se olharem nos olhos. Fizeram o pedido. Cada um, com seu bolo e sua coca cola. Ela tinha a sensação que, algo tão natural como comer, parecia agora um bicho de sete cabeças. Toda Ela tremia...as mãos poderiam traí-la  a qualquer momento. Seria bonito...a mesa teria uma nova apresentação...e Ela também! Fizeram conversa de circunstância, os dois perdidos. Até que Ele diz corajosamente : " Gostava muito de te conhecer melhor. Queres namorar comigo?". Desta vez ia cuspindo a bebida que tinha na boca...ficou calada por uns instantes que, a Ele, pareceram uma eternidade. Sentiu o rubor nas faces mas conseguiu dizer "Sim, também gostava de te conhecer melhor."

Terminaram o lanche e Ele levou-a de volta à escola. Ao contrário do expectável, despediram-se, desajeitadamente,  com beijos na cara. Afinal estavam a conhecer-se...

Ela passou todo o fim de semana a pensar Nele.  Curiosamente, apreciou o facto de Ele não a ter beijado...

Mas Ele seria assim tão bom rapaz ou estaria só a gozar com Ela?

 

 

 

12
Fev18

Ficou combinado..

kamini

Desde o dia em que ele lhe enviara o bilhete, a dizer que a gostava de conhecer melhor, o batimento do seu coração jamais retomou o seu ritmo. Houve troca de bilhetes...de olhares! Ele começou a aparecer à porta da escola, os dois pareciam estar a jogar ao "gato e ao rato". Durante uns dias, o nervosismo e a timidez, camuflaram qualquer tentativa corajosa de proximidade. Trocavam recados, através do amigo em comum...até ao dia em que Ela estava a sair da escola e Ele se aproxima. Trocaram um cumprimento desajeitado, Ele estendeu-lhe um bilhete. Ela ficou atrapalhada, corou e agarrou no papel. Disse que estava com pressa, não podia perder o autocarro e despediu-se.  Apesar de ter sido uma forma de disfarçar o seu nervosismo e dar um ar de "difícil", a verdade é que não se podia permitir chegar a casa tarde. Quando sentiu que Ele já não a podia observar, correu até à paragem do autocarro, a palpitar de ansiedade leu aquelas palavras " Gostava muito de falar contigo, podemos marcar um lanche?". Queria dizer-lhe que sim, mas o seu pensamento era "Mas como?  Depois das aulas não posso!". Ela chegou a casa à hora prevista, embora alheia a qualquer realidade. Estava decidida a arranjar maneira de se encontrarem. Acordou com entusiasmo, lembrou-se que a oportunidade era o furo de sexta-feira à tarde. Sabia que teria que ser um encontro rápido, o que até seria bom, se Ele concordasse. Escreveu-lhe e aguardou ansiosa, em todos os intervalos, que Ele aparecesse. Pensou, várias vezes, que estava a ser gozada, que Ele não ia aparecer...só estava a gozar com Ela! No final da tarde, lá estava ele. Entregou-lhe o bilhete e seguiu o seu caminho, desta vez mais lentamente. "Está combinado, estou aqui a essa hora!" gritou-lhe Ele.

 

 

 

16
Jan18

Vencida...não rendida!

kamini

Pois, ainda não me rendi à moda das máquinas de café de cápsulas! Apesar de ter uma, uma oferta simpática de um familiar no natal de há uns bons anos atrás. Percebo as marcas, oferecem as máquinas na compra de umas caixas de café...depois... haverá sempre café para comprar. Só que, aqui em casa, não...

Continuei a usar a minha companheira das últimas duas décadas, salvo umas raras exceções (normalmente na presença de quem a ofereceu ). A verdade é que gosto mais....e....fica muito mais barato!

A velhinha avariou, cada vez é mais difícil arranjar peças, mas não vou desistir!

Entretanto...veio a moda à cidade...Pedi ao Marido para comprar mais café! Ligou-me, com uma vez a roçar o desespero, no meio de tanta oferta...não encontrava café, só café!? 

Já agora, podiam inventar um cafezinho de bacalhau com natas! Era dois em um, talvez eu ficasse satisfeita só com o aroma e poupasse as calorias   

 

 

 

15
Jan18

Eu, não senti o sismo

kamini

 O marido veio almoçar a casa e perguntou-me: Sentiste o sismo?

Eu: Não me apercebi, quando?

Ele: Antes do meio dia, sentiu-se em quase todo o país. Até em Aveiro partiu loiça!

Eu: Ontem, também houve loiça partida cá em casa e não foi nenhum sismo...

Ele ( sem achar piada): O prato bateu na banca, não tive culpa! Até parece que nunca partes nada...

Eu: Calma, só estava a brincar...

 

Eu sei que não se brinca com estas coisas, mas na hora não resisti a provocar o homem!

 

Felizmente, parece que não houve danos!

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