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Achintya

Porque há coisas que não se explicam, sentem-se intensamente

Porque há coisas que não se explicam, sentem-se intensamente

Achintya

14
Jan18

O primeiro olhar

kamini

 

 

Era Novembro, o frio fazia-se sentir mas a tarde era soalheira. Passeava com algumas colegas. O feriado a meio da tarde permitia aproveitar o sol e esticar as pernas, pelas ruas junto ao liceu.  Desperta pela voz de outros colegas que as chamavam, observou o grupo, num pátio em volta de uma mota. Aproximaram-se e os/as desconhecidos/as foram apresentados/as. Os seus olhares cruzaram-se pela primeira vez.... A mota era do desconhecido, parecia um pouco mais velho, amavelmente perguntou às raparigas se queriam dar uma pequena volta. Ela foi a primeira, o seu jovem coração de 14 anos, saltitava descontrolado, o medo foi superado pela ousadia inesperada. Tremia, mas voltou a aceitar ir com ele, na vez de uma colega...A volta foi mais demorada, mais tempo com as mãos agarradas ao seu tronco. Chegaram, ela tentou justificar a sua palpitação involuntária com o frio. Também receava que alguém conhecido do pai a tivesse visto, seria um drama...

O caminho de regresso chamava, mas os  seus olhares aprisionaram-se de tal forma que embaraçavam os movimentos de ambos. Ela afastou-se, o corpo flutuante...como se caminhasse em terreno desnivelado, desconhecido!

 

 

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