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Achintya

Porque há coisas que não se explicam, sentem-se intensamente

Porque há coisas que não se explicam, sentem-se intensamente

Achintya

28
Mar19

...minha pitosguinha!

kamini

Não queria acreditar, mas talvez ajude a explicar algumas coisas...

Sempre a cair, a bater com a cabeça, sem confiança para andar sózinha...

Fui com a pequena a uma consulta de oftalmologia...supostamente para avaliar a evolução em relação ao ano anterior. Tinha percebido que havia alguma coisa, mas a médica tinha dado a entender que ainda era cedo para tirar conclusões. Com a idade melhorava. Nada de preocupante...

Só que não...Não melhorou nada! Vim de lá incrédula. Se imaginasse, nunca teria esperado um ano...

Foi um exame difícil de realizar, entre gritos, choro e pontapés. A pequena e eu, estávamos KO.

Eu estava imensamente triste e preocupada. Óculos tão graduados, nesta idade, a adaptação. A culpa de não ter feito nada, ter confiado na médica. Por outro lado, questionava-me, será que isto ainda atrasou mais o desenvolvimento da miúda? É muito provável.

Tenho que aceitar o que é...e acreditar que agora tudo vai melhorar!

Mais um desafio... minha pitosguinha! 

14
Mar19

Março...Março...

kamini

Datas importantes, umas para recordar, outras para celebrar!

Foi o dia do aniversário da minha falecida avó. Nostalgia...

Dias depois, aniversários. Da minha filha mais nova, seguido do filho mais velho. Datas felizes. Mas em que a nostalgia se apoderou de mim. Às vezes, estes dias têm esse efeito em mim...

Percebi que a pequena não gosta de ouvir cantar os parabéns, chorou até acabar...nos dois dias!

Depois do último aniversário, despertei com a triste notícia... O meu Padrinho, irmão do meu falecido Pai...Foi para junto dele e dos pais.

Perdi alguém muito querido para mim...Nunca estamos preparados. Apoio às minhas primas e tia, foi e é uma prioridade.

Depois quebro eu, mas tenho que me reerguer...pelos que tenho! 

Daqui a poucos dias, a minha tia faz anos...

Mais uns poucos e fazia o meu Padrinho...

 

 Março...Março...estás a ser difícil! 

 

 

28
Fev19

O nosso pinheiro manso...

kamini

Descíamos de mão dada. Ela, com uma cesta na outra mão. A rua continuava, agora, em terra batida. Entrávamos pelo caminho do pinhal. Acelerava o passo, ansiosa por chegar ao grande pinheiro manso. A sombra daquela copa majestosa, era o local preferido para os picnics. A minha avó tirava do cesto, uma pequena manta, a toalha e o nosso lanche. Enquanto eu corria feliz, aquele era o meu pinhal, o meu pinheiro manso! Quando havia pinhões, apanhava-os.  Aprendi a parti-los, ali mesmo, com a ajuda de uma pedra. Quando não queria mais, juntava-os num saquinho de pano e levava-os para partir depois. Estes lanches, debaixo do meu pinheiro manso, guardo-os em sabor e memórias felizes da minha infância. Em dias como hoje, sem pinhões, em que a minha avó sentia que eu estava aborrecida...lá íamos nós, àquele lugar tão nosso, cúmplices e felizes lanchar...

Um lanche normal, tornava-se especial! 

21
Fev19

... a querida do avô!

kamini

A idade já lhe pesa...muito! Não sai de casa. Tem medo de cair. Dá pequenos passos...de bebé!

Nota-se a dificuldade em manter uma conversa, falamos de alhos e responde em bugalhos! Orgulhoso, não assume a dificuldade em ouvir...

Eu continuo a ouvi-lo, muda de assunto, fala cada vez mais do passado. Recordamos histórias vividas, com uma saudade imensa! 

O meu querido avô, está hoje de parabéns! 

Guardarei sempre no meu coração, o amor e carinho com que diz " ...a querida do avô!" 

Fui, sou e serei sempre a tua querida. Assim como tu foste, és e serás sempre o meu querido avô!

Parabéns, meu querido Avô!  Que passes um dia muito feliz!

11
Fev19

Um Ladrar...que mete respeito!

kamini

Já tinha anoitecido. O Marido, ainda andava lá fora!

Cá dentro, ouviu-se um ladrar. Daqueles que mete respeito...

É lá, está lá fora um cão grande.

Ouvi o Homem falar para o animal e corri para a porta, queria ver que cão era!

A filha crescida veio atrás de mim, também adora animais. O mais velho, segui-nos até à porta. Disse-me. Não abras a porta! Olhamos uma para a outra a rir. Disse-mos-lhe para não ter medo, que o cão não estava à entrada da porta. Ele disse que não estava com medo. Que só não queria que assustássemos o bicho! Foi uma boa desculpa...

Disse-lhe para tomar conta da pequena e saímos para ver o cão. Era enorme! Lindo! Estava um pouco assustado, tinha coleira e estava bem tratado. Parecia ter fugido. Tentámos orienta-lo de volta a casa. Visitou-nos e acabou por seguir caminho.

Voltei mais tarde à rua, para ver se ainda andaria por ali perdido. A filha queria adota-lo, o filho queria-o longe. Não havia sinais dele. Dizem que sabem voltar a casa, espero que a tenha encontrado e esteja em segurança.

 

04
Fev19

A Helena fez-me abrandar...

kamini

Sexta-feira passada.

Eu queria dormir, ainda era cedo ...a Helena parecia querer rebentar com  o céu!

Pedi que não acordasse a pequena.

Levantei-me...ela acalmou !

Tomei o pequeno almoço. Fui por roupa a lavar.

Queria limpar a casa, mas não ia fazer barulho com o aspirador até a menina acordar. A Helena, agora, queria tirar o pó às persianas e janelas! Tal era a chuva e vento, fortes!

A miúda acordou...dei-lhe o pequeno almoço ...e fui fazer pão. Começa a Luz a ir abaixo...e a voltar!

Fui buscar o aspirador...a miúda entretida  a ouvir música.

Entretanto a luz falta ...e não há meio de voltar!

Tudo em pausa.

O meu fogão é elétrico ...a hora de almoço a chegar...valeu-me a botija de camping !

 Adormeci a piolha...

O pão estava levedo ... e eu sem poder ligar o forno. Tirei o ar à  massa...umas 3 vezes! Tendi-o ...e só faltava rezar...para voltar a Luz !

Apanhei roupa e  estendi outra. Pelo menos nisso, o vento é  um bom amigo.

Antes do lanche,  a Helena acalmou...e a Luz voltou. 

Voltou também a rotina. O pão foi para o forno...e ficou maravilhoso!

A limpeza da casa, foi adiada para o dia seguinte. A Helena fez-me abrandar...

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

31
Jan19

Eu já tive aquela atitude...

kamini

Acordei e deixei-me ficar num estado de preguicite aguada...à espera que a pequena desse sinais de acordar. Fui sobressaltada, por gritos desesperados vindos da rua. Aflita, lembrei-me que estava a chover e recordei o dia em que a minha filha escorregou e caiu na rampa. Mas o som parecia vir da estrada, mais receosa fiquei! Receosa com o que pudesse ver, abri a persiana da varanda do meu quarto. Vi um carro encostado, com a porta de trás aberta, uma mulher e uma menina de 3 ou 4 anos. A menina chorava desesperadamente. A mãe dizia-lhe que se não se calasse, a deixava ali na berma da estrada! Não há como uma boa birra matinal, para por uma mãe desesperada. Eu, aliviada por não ser nenhuma tragédia, sorri! Dei meia volta, a pensar que também eu já tive aquela atitude ! Sim, há anos, cheguei a encostar o carro e fazer esta ameaça! No meu caso até resultou, julguem-me lá agora...

 

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